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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fruto do Espírito - paste 6

Oi gente!
Bom, prosseguindo com o estudo devocional falaremos hoje sobre um dos 'gomos' que a igreja do SENHOR precisa ter também como prática de vida constante.

BONDADE

Mas esta virtude tem seu próprio significado e ela é es­sencial em todo este conjunto que forma o fruto do Espírito. Bondade é um derramar do cora­ção procurando fazer o bem a alguém. 

Falar, agora, sobre a bondade, parece- nos, à primeira vista, repetir o que foi dito de todas as demais virtudes que formam o fruto do Espírito Santo. Na verdade o amor expressa-se em bondade, a alegria traz em si um sabor de bondade. A paz revela a bondade, a benignidade traduz a bondade, e assim por diante. Mas esta virtude tem seu próprio significado e ela é es­sencial em todo este conjunto que forma o fruto do Espírito. Bondade é um derramar do cora­ção procurando fazer o bem a alguém.

Já vimos que todas estas virtudes que o Espírito Santo quer implantar em nosso caráter estão no caráter de Jesus. O propósito de Deus para nossas vidas é que sejamos "conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm 88.29). Deus quer filhos e Deus quer uma família (Ele é nosso pai e nos fez irmãos de seu Filho). A bondade é um distintivo dos filhos de Deus, conseqüentemente é o distintivo da família de Deus, pela simples razão de que o Pai é um ser bondoso e que nos­so irmão maior, Jesus, expressou a mais autêntica bondade quando deu sua vida por nós.

A igreja que está retratada em Atos dos Apóstolos soube reproduzir fielmente, em seu viver, muito da bondade de Deus e de Jesus. Vejamos este texto: "Todos os que creram esta­vam juntos, e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuído o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade" (At 2.44,45). Eis um viver sin­gular, o viver em bondade. Este viver é totalmente diferente do mundo desconhecedor da bon­dade. E podemos dizer, bondade desconhecida também, em grande parte, pela igreja hoje. A bondade que estava em cada coração ali, era o elemento chave que caracterizava a vida daqueles primeiros cristãos. O que um possuía era de todos; ninguém se apegava ao que era seu como uma possessão privada, dispunham do que possuíam para o bem de quem dele necessitasse. Não haviam estabelecido normas ou regulamentos para viverem assim; simplesmente eram as­sim. Entre eles ninguém pretendia ser superior, nem ninguém sofria por ser interior. Era o re­fulgir de algo que transbordava de seus corações: bondade. Como podiam ser assim?

Atos 2.43 responde: "Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos". Eles receberam o ensino e o aplicavam no viver diário. Também sabiam que aqueles que lhes ministravam, tinham uma experiência pessoal de bondade, pois o Mestre também instituíra entre eles o viver com uma bolsa comum, e daí vir o suprimento eqüitativo para todos. Também, há em Atos dos Apóstolos, uma frase chave para este viver em bondade: "Homens cheios do Espírito Santo"; homens que deixaram o Espírito produzir neles o seu fruto. Há aqui uma dinâmica extraordinária de vida, demons­trando como alguns milhares de irmãos podiam expressar-se como se fossem uma só família. De forma grandiosa eles viviam intensamente no reino de Deus. Tinham plena convicção de que o bondoso Jesus estava no meio deles. Como teria sido significativo para a vida do mun­do, através dos séculos, se o novo povo de Deus não tivesse perdido esta característica tão própria deles.

Deus é essencialmente bondoso. Quando Moisés pediu a Deus para ver a sua glória, Deus lhe respondeu: "Farei passar toda a minha bondade diante de ti" (Ex 33.19). Bondade é perdão e seremos chamados filhos do Altíssimo. O Deus benigno quer gerar filhos benignos! Que bom seria se as pessoas pudessem dizer de todos nós, "tal Pai, tal filho". As qualidades vistas no caráter do Pai são as qualidades nas quais os filhos devem crescer.

Paulo enfatiza a benignidade de Jesus ao introduzir a defesa de sua autoridade apostó­lica na igreja de Corinto: "eu mesmo, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cris­to..." (11 Co 10.1). Que grande benignidade Jesus demonstrou para conosco, dando-se na cruz por nós. O propósito glorioso de Deus é introduzir em nossas vidas a beleza da pessoa de seu Filho. Ele quer que cheguemos aquele ponto em que no nosso andar, e através de nosso agir, revelemos o caráter de Jesus. Podemos reagir como Jesus reagiria diante de injustiças, insultos e momentos desagradáveis que surgem?

Não esqueçamos que nem sempre a nossa benignidade trará um retorno favorável. Quando assim ocorre, aí, ainda mais, será testada a benignidade que já se expressa de nós. Tudo que Jesus fez por Judas Iscariotes não o demoveu de traí-lo. Toda a benignidade de Deus para com Israel, não ganhou este povo para, através dele, chegar à integral realização de seus ­propósitos. Mesmo hoje a benignidade de Deus não é, muitas vezes, correspondida por nós. Nem sempre somos reconhecidos e agradecidos a Ele, mas Ele continua a nos amar.

Quando Jesus contou a parábola do filho pródigo (Lc 15.11), sublinhou a benignidade do pai deste rapaz ao dizer: "O pai, porém disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; vesti-o, ponde um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Coma­mos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado". Que merecia esse moço? A benignidade do pai deixa de lado os erros passados do fi­lho e antevê a vida do filho reintegrada no seu verdadeiro lugar.

Também, no ensino de Jesus, encontramos ensinos onde a benignidade tem de se ex­pressar: "A qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e ao que quer de­mandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas dá a quem te pede, e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes" (Mt 5.39-42). O ensino aqui é: Ao tratar com o nosso semelhante, devemos fazer tudo aquilo que ele possa esperar de nós e ir ainda mais adiante. Por que este gesto de benigni­dade? É justamente neste trato extraordinário, e que não era esperado de nós, que ganhamos o coração do outro. Não esqueçamos que o único lugar em que podemos treinar o viver o caráter de Cristo é, justamente, em nossa vida diária, em tudo que nela ocorre.

As virtudes do caráter de Jesus só estarão em nós quando praticadas, especialmente quando as circunstâncias são desfavoráveis a isto. "Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós... pois sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.4,5). Se Jesus estiver em nós temos todos os recursos para ser como Ele é. Se falhamos é porque não permanecemos nele; é porque não deixamos que Ele seja o centro de nossa vida. Sem Ele no comando sempre fracassaremos. Não esqueçamos: Se estamos em Cristo, estaremos crescendo sempre. Se não virmos isto ocorrer em nós, esperemos, e, em um momento certo perceberemos, ou os outros perceberão, que há grandes transformações ocor­rendo em nossa pessoa. Sendo assim, sejamos agradecidos ao Pai, confiantes em sua promessa que diz: "Quando ele vier, seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é" (I Jo 3.2). Hoje não somos inteiramente benignos, mas estamos sendo formados benignos pelo Es­pírito Santo. A imagem do Deus benigno gravada em nós na criação e que se desfigurou com a queda está sendo regravada em nós, cada dia, pois, o novo homem, que assumimos em nossa conversão, esta sendo "criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).

Estamos em processo de cumprimento do propósito do Criador, para sermos "con­formes à imagem de seu Filho" (Rm 8.29). Final e completamente seremos semelhantes a Ele, a glória de Deus. Quem vê a bondade de Deus, vê a sua glória. Irmãos, estejamos sempre segu­ros disso: quando expressamos bondade aos outros, expressamos a glória de Deus aos outros.

O salmista, em muitos de seus versos, enaltece a bondade de Deus. "Como é grande a tua bondade, que reservaste para os que te temem" (SI 31.19); "Pois a bondade de Deus du­ra para sempre" (SI 52.1). “A terra, Senhor, está cheia de tua bondade" (SI 119.64). E, muitas vezes o salmista nos convida: "Rendam graças ao Senhor por sua bondade, e por suas mara­vilhas para com os filhos dos homens" (SI 107.21). Este convite é um estribilho que por qua­tro vezes ocorre neste salmo. Paulo nos diz: "...é a bondade de Deus é que te conduz ao arre­pendimento" (Rm 2.4); e nos exorta: "andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade) (Ef 5.8,9).

Um homem, encontrando a Jesus, ajoelhou-se diante dele e perguntou: "Bom Mestre, que farei para entrar na vida eterna?" Jesus lhe respondeu: "Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só, que é Deus" (Mc 10.17). Com esta expressão Jesus convida aquele ho­mem a uma ret1exão sobre a bondade de Deus. Jesus não estava interessado em ser chamado de bom; em sua bondade, queria sempre realçar esta virtude como uma das preciosas virtudes do Pai.

Não é com o que fazemos que alcançaremos a entrada na vida eterna, é a bondade do Pai que nos proporciona esta qualidade de vida. Em outras palavras, Jesus respondeu-lhe: Se queres possuir a vida eterna, apropria-te do que a bondade de Deus te oferece. "Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus; então vem e segue-me" (v. 21). Isto quer dizer: A bondade de Deus deu sua maior riqueza por ti, deu seu Filho para que tenhas a vi­da eterna. Recebe-o, e começa a viver desde já a vida eterna, expressando-a aqui em gestos de bondade. E o ato de bondade que está mais perto de ti é socorrer os pobres com os teus bens.

Nossos atos de bondade, por mais significativos que nos pareçam, são extremamente pálidas luzes diante do intenso brilho da bondade de Deus. Só a eterna bondade do Pai, poderia enviar ao mundo o Salvador Filho, chamando-se Emanuel. Isso nos faz refletir sobre o fato de que, sendo nós o corpo de Cristo na terra, é através de nossa bondade para com os homens no mun­do, que eles poderão também conhecer a bondade de Deus. Ou seja, a bondade de Deus que veio à nossa vida tem de ser vista pelo mundo, através de nossos gestos de bondade para com ele. Cabe-nos sempre exercer, na maior expressão possível, a força, a pureza e a doçura da bon­dade divina. É no expressar da bondade que também demonstramos que Cristo realmente vive em nós. Oremos pedindo que a graça do Espírito Santo, produtora em nós de toda a bondade, possa continuadamente estar operando em nós.

A bondade de Jesus está presente em muitas passagens dos Evangelhos. Vejamos apenas uma destas narrativas. Chegava Jesus a uma cidade. Uma multidão ocorre curiosa. Um homem busca conhecê-lo, e para isto, precisa subir em uma árvore. Jesus passa e vendo-o, mostra o desejo de ir até sua casa. Este homem era desprezado pelos habitantes da cidade por ser um cobrador de impostos para o governo opressor e, por tomar-se rico, locupletando-se com a miséria alheia. Ninguém, em Jericó, poderia crer na regeneração deste homem.

Os olhos bondosos de Jesus viram nele o que ninguém estava apto para ver: um prisioneiro que poderia ser regenerado. Depois daquela visita, Jesus podia declarar: "Hoje houve salvação, nesta casa, pois que também este é filho de Abraão" (Le 19.9). A bondade sempre vê mais além o que po­de fazer por um necessitado, e sempre usa dos recursos que tem, materiais ou espirituais, para o bem daquele que deles precisa. Que o Espírito Santo nos de um intenso batismo de bondade! Amem.

by:mangasafra

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